Viviane Bacaycoa – Psicóloga Infantil e adolescente em Tatuapé (SP)
Entrevista inicial com os responsáveis e o adolescente Normalmente há um primeiro contato com os pais ou responsáveis para compreender a queixa e o contexto. Em seguida, o adolescente também é escutado — e é fundamental que ele tenha espaço próprio de fala desde o início, sem se sentir invadido.
Um dos pontos centrais é a construção de um vínculo de confiança. O adolescente pode chegar desconfiado, resistente ou sem demanda própria. O analista respeita esse tempo, sem imposições, permitindo que o processo se construa gradualmente.
Diferente da criança, aqui a fala ganha mais protagonismo. O adolescente traz questões sobre identidade, relações, sexualidade, angústias, conflitos familiares, pressão social, entre outros. Mesmo assim, silêncios, mudanças de assunto ou até faltas também são formas de comunicação e têm significado.
É comum haver resistência: o adolescente pode testar o analista, evitar certos temas ou demonstrar desinteresse. Isso não é visto como “problema”, mas como parte do processo — algo que também é escutado e trabalhado.
Os pais não participam das sessões, mas são acompanhados em momentos pontuais. É importante manter um equilíbrio entre o sigilo do adolescente e a orientação aos responsáveis, principalmente em situações mais delicadas.
O foco não é dar conselhos ou impor caminhos, mas ajudar o adolescente a se escutar, compreender seus conflitos e construir sua própria posição no mundo. Isso favorece autonomia emocional, responsabilidade e maior clareza sobre si mesmo.
Ansiedade, depressão, dificuldades escolares, conflitos familiares, questões de identidade, autoestima, isolamento, impulsividade, entre outros.
Um lugar de escuta para falar sobre o que realmente importa
Cada adolescente tem seu ritmo e sua forma de se expressar
Transforme desafios em oportunidades de crescimento
Para que o adolescente possa fazer escolhas mais conscientes.
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